Você percebe que seu filho ou filha se compara demais aos colegas, evita tentar coisas novas por medo de errar, ou diz que nunca faz nada direito? A terapia para baixa autoestima infantil existe para isso: um lugar onde ele ou ela pode, aos poucos, aprender a se olhar com mais gentileza e reconhecer o próprio valor.
Sinais de baixa autoestima
A baixa autoestima na infância costuma aparecer em pequenos gestos do dia a dia: a criança evita levantar a mão na escola, pede desculpas por coisas que não precisam de desculpa, ou desiste rápido diante de uma dificuldade, como se já esperasse não conseguir. Já a autoestima do adolescente costuma se misturar com a própria imagem — comparações constantes nas redes sociais, autocrítica excessiva sobre o corpo ou o desempenho, e a sensação de nunca estar à altura do que os outros esperam. Em ambos os casos, o que chama atenção é a repetição: quando a criança ou o adolescente parece sempre menos capaz que os colegas, mesmo diante de conquistas reais.
Como a terapia fortalece
Como psicanalista, atendo crianças e adolescentes por chamada de vídeo, e utilizo a fala, o brincar ou o desenho — conforme a idade — para construir um espaço em que seu filho ou filha possa reconhecer o que sente sem medo de julgamento. O trabalho não é convencer a criança ou o adolescente com elogios repetidos; é ajudar a entender de onde vem essa sensação de valer menos e criar, aos poucos, uma relação mais gentil consigo mesmo — esse reconhecimento interno pesa mais do que qualquer reforço externo. Conforme a fase, esse cuidado se soma à terapia infantil ou à terapia para adolescentes, e a orientação para os pais pode caminhar junto, quando fizer sentido para vocês.
Como começar
Escreva contando um pouco sobre o que você tem observado no seu filho ou filha, e marcamos uma conversa inicial, sem compromisso, para eu entender melhor esse momento. A partir daí, decidimos com calma a frequência das sessões e o formato que melhor apoia essa fase.