Ver seu filho ou filha em meio a uma crise de choro, um medo que não passa, ou uma preocupação constante que parece maior do que a idade deveria carregar, mexe com qualquer mãe. A terapia para ansiedade infantil abre um espaço para acolher essas emoções e ajudar a criança ou o adolescente a entender o que sente, no tempo de cada um.
Sinais de ansiedade na infância e adolescência
Entre os sintomas de ansiedade infantil mais comuns estão o medo excessivo diante de situações do dia a dia, dificuldade para dormir, dores de barriga ou de cabeça sem causa aparente, irritabilidade e a recusa em ir à escola ou a encontros com outras crianças. Já a ansiedade em adolescentes costuma aparecer de outra forma: isolamento, inquietação, dificuldade de concentração nos estudos ou uma cobrança excessiva consigo mesmos. Em ambos os casos, o que chama atenção não é um sinal isolado, mas a repetição — quando o desconforto se torna frequente e começa a atrapalhar a rotina.
Crises de choro: o que podem estar comunicando
Nem sempre há uma causa clara para quem está de fora. As crises de choro costumam ser a forma que a criança ou o adolescente encontra para expressar algo que ainda não sabe nomear — um medo, uma exigência que pesa, uma mudança difícil de processar. Em vez de tentar fazer o choro parar rápido, vale a pena perguntar o que ele está tentando dizer. É esse espaço de escuta que a terapia ajuda a construir.
Como a terapia ajuda
Como psicanalista, as sessões acontecem por videochamada e respeitam o ritmo e a linguagem de cada idade do seu filho ou filha — pela fala, pelo brincar ou pelo desenho, quando a criança é pequena. O trabalho não é sobre eliminar a ansiedade da noite para o dia, mas sobre fortalecer os recursos emocionais para que ela ou ele consiga lidar melhor com o que sente. Quando a ansiedade aparece ainda na infância, esse acompanhamento se aproxima da terapia infantil online; quando surge na adolescência, caminha junto da terapia para adolescentes online. Em qualquer uma das fases, a orientação para os pais pode caminhar em paralelo, para que você também tenha apoio e direção em casa.
Como começar
O primeiro passo é conversarmos, sem compromisso, sobre o que você está observando no seu filho ou filha. A partir dessa conversa, você sente se faz sentido seguirmos juntas, e combinamos como estruturar o acompanhamento com calma.